Inetum antecipa aumento do risco cibernético em 2026

O LiveSOC da Inetum detetou um alerta de cibersegurança a cada 4 minutos e um incidente a cada 13 minutos ao longo de 2025.

Os seus especialistas alertam para um aumento sustentado de ransomware, da ciberespionagem impulsionada por tensões geopolíticas e do aumento do uso da Inteligência Artifical (IA) nos ataques.

O relatório antecipa para 2026 um aumento de ataques contra a identidade digital, com uma evolução do phishing para campanhas mais dirigidas e automatizadas através de IA.

Data de publicação :  24/03/2026

O relatório "Threat Landscape 2025" sublinha a necessidade de reforçar a defesa de setores estratégicos, a implementação da IA e a colaboração entre entidades para fazer frente às ameaças em 2026. A Inetum, empresa líder europeia em serviços digitais, através do seu relatório revela um cenário cibernético marcado por um aumento notável na sofisticação e no volume de ameaças. Num contexto dominado pelos conflitos internacionais, foi identificado um aumento de ciberataques ligados à guerra híbrida, com campanhas de sabotagem, espionagem e desinformação lideradas por grupos patrocinados por estados.

Neste contexto, ao longo de 2025, o LiveSOC da Inetum foi responsável pela gestão de 154.601 alertas e 29.886 incidentes de segurança, ou seja, detetou um alerta de cibersegurança a cada 4 minutos e um incidente a cada 13 minutos nas suas operações globais, graças a um modelo operativo reforçado por inteligência artificial. Estes avanços permitiram otimizar a deteção precoce, reduzir falsos positivos e melhorar significativamente a capacidade de resposta perante incidentes complexos.

O relatório aborda o cenário de crescimento a nível mundial dos ataques de ransomware, que superaram os 8.000 casos em 2025, com um forte aumento em Espanha, México e Colômbia. Também se intensificaram as campanhas de ciberespionagem dirigidas a setores estratégicos como energia, indústria e administrações públicas. Os ataques DDoS marcaram um recorde histórico com um incremento de 358%, com picos de saturação nunca antes vistos. Além disso, as vulnerabilidades críticas em sistemas aumentaram 20%, o que obrigou a acelerar a sua correção. Por último, a inteligência artificial tornou-se uma arma fundamental para os atacantes, que pode agilizar o ciclo de ataque, desde a identificação de alvos até ao roubo de dados.

 

Tendências e ameaças para 2026

Para 2026, a Inetum antecipa que a identidade digital se torne um vetor de ataque prioritário, com o phishing a evoluir para campanhas mais dirigidas e automatizadas através de IA. Espera-se também que os ataques de ransomware continuem a ser uma das ameaças mais rentáveis e que os ataques DDoS aumentem em volume e sofisticação.

Face a este cenário, o relatório sublinha a necessidade de as organizações adotarem uma postura de segurança proativa.

Estratégias-chave para fortalecer a resiliência digital em 2026:

  • Reforço das defesas em setores estratégicos, com especial atenção às infraestruturas críticas e ambientes de alto risco.
  • Implementação de tecnologias emergentes, incluindo IA e machine learning, para detetar riscos de forma precoce e agilizar a resposta.
  • Colaboração entre entidades, através de redes e alianças de partilha de informação para antecipar ameaças.
  • Capacitação e consciencialização contínuas dos colaboradores para reduzir as vulnerabilidades internas.

“Encontramo-nos perante um contexto de segurança mais complexo do que em anos anteriores, marcado pelo aumento de ataques de ransomware e pela incidência da guerra híbrida. As organizações precisam de adotar estratégias de segurança preventivas baseadas em inteligência de ameaças, e será necessário um maior investimento para a proteção de infraestruturas críticas e dados sensíveis em 2026”, afirma Emilio Jiménez, responsável de Threat Intelligence da Inetum.