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Mota-Engil: Como a Mota Engil Automatizou as Guias de Transporte com SAP AI Agents

Publicado: 02/02/2026 - 5 minutos leitura

O grupo português de construção implementou uma solução de Agentic AI para digitalizar a gestão das suas guias de transporte, alcançando ganhos imediatos em tempo de trabalho e fiabilidade dos dados.  

Numa obra, o tempo das equipas é precioso. Ainda assim, uma parte significativa do dia continua a ser consumida por tarefas administrativas repetitivas. As guias de transporte em papel têm de ser verificadas, e a informação precisa de ser copiada e introduzida manualmente no sistema de gestão. A Mota‑Engil, multinacional portuguesa especializada em engenharia, construção e mineração, conseguiu eliminar este estrangulamento.

Um ambiente digital corporativo com documentos técnicos e visualizações de dados binários, com o logótipo da Mota‑Engil centrado no primeiro plano, representando engenharia e gestão de infraestruturas orientadas por dados.

O desafio da digitalização no SAP

“Esta informação manual tem de ser introduzida corretamente no SAP, o que representa um desafio quando tentamos equilibrar velocidade e fiabilidade na digitalização”, resumiu Filipe Morla, CEO de Shared Services da Mota‑Engil Global. Para além da perda de tempo, estes processos manuais geram uma cascata de bloqueios: atrasos nos pagamentos a fornecedores, imprecisões no controlo de custos e dificuldades na elaboração de reports.

Para resolver este problema, a Mota‑Engil recorreu à Inetum, parceira histórica da SAP. Em conjunto, implementaram uma solução chamada Procure2Pay Agentic AI, desenvolvida na plataforma Cloud SAP BTP. “É a peça central de todos os processos que queremos implementar para um cliente”, explicou Luís Gomes Silva, Head of SAP Innovation & GenAI na Inetum.

Agentes de IA que fazem poupar tempo no registo de dados

Na prática, a solução utiliza o SAP AI Core para aceder a modelos de Inteligência Artificial atualizados regularmente pela SAP, bem como o Document AI para processar informação não estruturada. O agente de IA consegue identificar automaticamente a obra, extrair dados de uma simples fotografia da guia tirada por um colaborador e reconciliá-los com as encomendas registadas no SAP. Tudo isto sem intervenção manual.

Os primeiros resultados não tardaram a surgir. “Conseguimos medir isto em dois níveis”, explicou Filipe Morla. “O primeiro é o tempo de trabalho. Isto dá‑nos margem para nos focarmos nos projetos. O segundo nível é a precisão dos dados. Podemos tomar boas decisões com base na informação.”

Este projeto, nascido no âmbito do SAP EMEA AI Challenge, demonstra uma abordagem pragmática à IA no contexto empresarial. “Não é a tecnologia em si, é a sua implementação que tem um impacto real”, sublinhou o responsável da Mota‑Engil. Esta filosofia permite ao Grupo prosseguir o seu objetivo principal: melhorar a rentabilidade enquanto moderniza os seus processos de negócio.

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