Num mercado mais atento ao greenwashing e perante clientes, investidores e cidadãos que exigem maior transparência, já não basta definir objetivos. É necessário demonstrar, com dados e resultados, que as decisões tomadas produzem mudanças concretas.
A tecnologia tornou-se determinante neste processo. Não apenas como suporte à operação, mas como instrumento que permite medir consumos, identificar desperdícios, acompanhar emissões, automatizar processos e avaliar o impacto das decisões. Sem esta capacidade de análise e melhoria contínua, uma estratégia de sustentabilidade corre o risco de permanecer no domínio da intenção.
A questão relevante deixou, por isso, de ser apenas se uma empresa tem uma estratégia de sustentabilidade. Importa perceber se consegue provar que essa estratégia está a funcionar. Isto obriga também a repensar a forma como avaliamos o valor criado pela tecnologia. Durante muito tempo, uma decisão tecnológica era analisada sobretudo em função do retorno para o negócio, através de critérios como eficiência, produtividade ou crescimento. Esses indicadores continuam a ser essenciais, mas já não contam toda a história.