“Recentemente, éramos responsáveis apenas pela gestão de crises cibernéticas ao nível do Grupo, e realizávamos regularmente exercícios com o regulador e com várias entidades do Grupo, baseados em cenários técnicos. O nosso âmbito foi alargado para incluir a gestão global de crises de TI (não apenas de cibersegurança) e o reporte regulamentar DORA, o que significa um maior volume de trabalho e a necessidade de competências específicas”, explicou Philippe Coué, Chief Operating Officer para Cibersegurança e Riscos de TI no Crédit Agricole.
Este desenvolvimento é acompanhado por uma monitorização 24/7 de incidentes de TI ao nível do Grupo, exigindo reforço de determinadas competências nas equipas.
Perante estes desafios, o Crédit Agricole recorreu à Inetum, especialista em serviços digitais e cibersegurança. A escolha não foi aleatória: a oferta formativa da Inetum é muito completa e inclui a participação de um ex-negociador do GIGN, um fator diferenciador face à concorrência.
O setor bancário enfrenta um risco crescente de ciberataques. “Todos os bancos estão em risco, devido aos portefólios de clientes que gerem e aos dados confidenciais que tratam, e o Crédit Agricole. em particular, pelo seu papel como banco de referência. Se um banco da dimensão do Crédit Agricole falhasse, teria impacto direto na economia de um país e até na economia global”, salientou Philippe Coué.
“O que procurava era um formador com experiência militar, policial ou de forças especiais, que pudesse trazer a sua perspetiva e experiência na gestão de crises fora do setor bancário”, acrescentou. Esta expertise específica insere-se numa lógica clara: melhorar competências humanas, mais do que técnicas.
Um programa intensivo de três dias
A formação em cibersegurança combinou várias abordagens:
- Dia 1: Apresentação por um especialista da Inetum sobre processos de resposta a ciberataques.
- Dia 2: Formação ministrada por um ex-negociador do GIGN sobre comunicação em situações de stress extremo.
- Dia 3: Trabalho em equipa com abordagem psicológica baseada no método DISC, permitindo identificar os perfis comportamentais de cada participante.
“A experiência de um negociador fornece respostas valiosas em termos de gestão de crises. Estes profissionais enfrentaram crises muito significativas, muito mais do que imaginamos”, destacou o responsável pela cibersegurança do Crédit Agricole.
Objetivo: desenvolver reflexos para gerir a crescente pressão, partes interessadas em tensão e uma gestão de topo impaciente.